Ponto de Troca de Tráfego (PTT)

Introdução

PTT, ou Ponto de Troca de Tráfego (Internet Exchange Point - IXP), é um local onde diferentes redes de Internet se conectam para trocar tráfego diretamente entre si. O uso de PTTs é essencial para melhorar a eficiência, reduzir a latência e aumentar a resiliência das conexões de Internet.

Principais Benefícios do Utilização de PTTs

  1. Redução de Latência: Diretamente interconectar redes locais em um PTT diminui a distância que os dados precisam percorrer, reduzindo significativamente a latência.
  2. Eficiência de Tráfego: Ao encaminhar o tráfego local internamente, as redes evitam a necessidade de utilizar links de trânsito internacional, o que resulta em uma utilização mais eficiente dos recursos de rede.
  3. Redução de Custos: Conectar-se a um PTT pode reduzir os custos de tráfego, pois o trânsito local geralmente é mais barato do que o trânsito internacional.
  4. Aumento da Resiliência: Ter múltiplas conexões em um PTT pode aumentar a robustez da rede, oferecendo caminhos alternativos para o tráfego em caso de falhas.
  5. Melhoria da Qualidade de Serviço: Trocas de tráfico mais diretas ajudam a melhorar a qualidade geral do serviço, proporcionando menores atrasos e melhor desempenho para os usuários finais.

Funcionamento de um PTT

  1. Infraestrutura: Um PTT é composto geralmente por um switch ou conjunto de switches de alta capacidade localizados em um data center. As redes participantes conectam-se a esses switches.
  2. Participantes: Provedores de serviços de Internet (ISPs), empresas de conteúdo, instituições acadêmicas e outras organizações conectam suas redes ao PTT.
  3. Troca de Tráfego: As redes participantes configuram acordos de peering, que permitem a troca mútua de tráfego. O tráfego é roteado diretamente entre as redes conectadas, sem passar por redes intermediárias.

Passos Para Conectar a um PTT

  1. Análise de Benefícios: Avaliar os benefícios específicos que um PTT pode trazer à sua rede, como latência, economia de custos e resiliência.
  2. Seleção do PTT: Identificar os PTTs localizados mais próximos ou mais relevantes para os seus objetivos de negócio.
  3. Acordos de Peering: Negociar os acordos de peering necessários com outras redes conectadas ao PTT.
  4. Configuração Técnica: Realizar a configuração técnica necessária para conectar sua rede ao PTT, incluindo o provisionamento de links físicos, configuração de roteadores e troca de informações de roteamento.
  5. Monitoramento e Manutenção: Monitorar continuamente a conexão e realizar manutenção preventiva para garantir o bom funcionamento e a otimização do tráfego.

Exemplo de uma Estrutura de PTT

Um exemplo comum envolve um data center com um switch central ao qual dezenas de ISPs e redes corporativas estão conectados. Cada ISP pode configurar peering com qualquer outro participante do PTT, encaminhando tráfego diretamente através das portas do switch do PTT.

Considerações Finais

A utilização de PTTs pode ser uma estratégia valiosa para ISPs e outras organizações que buscam melhorar a eficiência do tráfego, reduzir custos e melhorar a qualidade de suas conexões de Internet. É importante também manter acordos de peering justos e bem documentados para garantir a transparência e a eficiência na troca de tráfego.

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